VOCÊ SABE O QUE É CAPACITISMO?

Capacitismo é qualquer tipo de atitude que discrimina ou denota preconceito social contra pessoas com deficiência (PCDs), por termos e expressões pejorativas que as classifiquem como inferiores a outras pessoas. 

Mas se por acaso você nunca ouviu falar dessa palavra, vamos te ajudar a entender melhor. Na verdade, a palavra é pouco conhecida por muitas pessoas, e faz parte da lista de outros termos utilizados como forma de discriminação, como gordofobia, racismo, homofobia, transfobia etc. 

Por que não devemos usar termos capacitistas? 

Porque além de ser uma atitude discriminatória contra pessoas com deficiência, utilizar tais expressões demonstram um tipo de opressão, que vai muito além das palavras e dos olhares ofensivos. 

É preciso aprender constantemente a se colocar no lugar do outro, para jamais associar uma deficiência a algo negativo ou para ofender alguém. 

Seja no ambiente de trabalho ou na vida pessoal, o uso de expressões capacitistas geram um impacto muitas vezes destrutivo na vida de quem é deficiente ou quem convive com uma pessoa deficiente. Infelizmente estas expressões foram naturalizadas no vocabulário e no dia a dia, sempre com o intuito de ridicularizar, criticar e ofender. E isso não é nada legal. 

Atenção e cuidado com o que você fala 

Termos como “retardado”, “aleijado”, “inválido” e expressões do tipo “que mancada!”, “finge demência”, “não se faça de surdo”, dentre outras, refletem rótulos extremamente pejorativos, às vezes usados de forma aparentemente inocente, mas que no fundo classificam uma discriminação intencional, para ofender ou excluir alguém. 

No ambiente de trabalho, por exemplo, é importante que os colaboradores entendam que pessoas com deficiência são profissionais qualificados e capazes de desempenhar suas atividades, como qualquer outra pessoa. E que por mais que algumas tenham determinadas limitações isso não as torna incapazes. 

Inclusão é lei! 

Ao contrário do que muitos pensam, a inclusão de pessoas com deficiência nas empresas vai muito além da Lei nº 8.213/91 de 24 de julho de 1991 ou Lei de Cotas, que define que empresas com 100 ou mais funcionários devem preencher de 2% a 5% dos seus cargos com profissionais PCD.  

A contratação não é ou ao menos não deveria ser baseada apenas em uma Lei, mas na importância em se incentivar a diversidade no ambiente corporativo e deixá-lo cada vez mais inclusivo. E isso requer o engajamento de todos, desde o CEO aos colaboradores, mudando a cultura organizacional para que todos convivam nestes espaços com respeito e igualdade. 

Além disso, a Lei 13.146 de 6 de julho de 2015 no estatuto da pessoa com deficiência, tem como foco a promoção da autonomia individual, da acessibilidade e da liberdade. Ou seja, não oferecer acessibilidade para pessoas com deficiência, como rampas de acesso e elevadores ou transportes adaptados, é também uma forma de capacitismo, justamente porque não enxerga essas pessoas como indivíduos. 

Ser diferente NÃO é um defeito 

Existem inúmeras pessoas com deficiência que são supertalentosas e competentes nas suas áreas e profissões. Antes de qualquer classificação, são PESSOAS e têm o direito de ser quem são, terem oportunidades, acesso, respeito e dignidade. Cabe a cada um de nós o cuidado no falar, no agir e em saber lidar com a deficiência do outro com mais empatia, e assim eliminar quaisquer sinais de discriminação. 

Se você não sabe como falar ou tratar alguém que tenha uma deficiência, antes de qualquer coisa, estude a respeito, leia, busque informação, faça um letramento e mude o seu pensamento. Quando você se coloca no lugar do outro, dá o primeiro passo (de muitos!) para derrubar o muro dos preconceitos. 

Agora que você já sabe o que é capacitismo, e entende que não deve utilizar termos capacitistas, que tal mudar o seu vocabulário? Ao invés de falar “não temos braço para resolver isso”, substitua por “não temos pessoas suficientes para resolver isso”, ou “estou te chamando, você está surdo?!” por algo como “estou te chamando, poderia prestar mais atenção?”. 

Repensar, mudar a forma de falar, saber se expressar. Pequenas ações como estas promovem grandes mudanças e rompem as barreiras da discriminação. 

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